As Deliciosas Cebolas Douradas do Sultão

4 de Janeiro, 2007 por Diego Chagastelles
Em Vendas, Programação Neurolingüística, Livros |
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Este maravilhoso prato é uma invenção minha, e seu suculento nome serve para ilustrar a importância de saber vender seu produto. Se você acha que só o que importa é a qualidade do petisco, vou te demonstrar que isso não é a pura verdade. No livro Freakonomics, o autor faz um estudo em um restaurante adicionando mais um item ao cardápio: “O Filé Especial da Mama” ou algo parecido. O que ocorre é que o prato era o mesmo já servido só que com outro nome, digamos “Filé ao Molho Madeira”. A partir deste momento o autor monitorou os pedidos dos referidos pratos e chegou à seguinte conclusão: não só o Especial da Mama foi mais pedido quanto aqueles que o comeram saíram mais satisfeitos do que os que comeram o Filé Normal. Porque isso aconteceu?

Aconteceu devido ao que se chama em PNL de representação interna. A representação interna é a forma como o mundo chega a nós, isto é, a forma como percebemos o mundo. É evidente que as pessoas não encaram o mundo da mesma maneira, muitas pessoas com grandes problemas se superam e muitas com pequenos se suicidam. Isso ocorre porque alguns conseguem internamente lidar com situações externas positivamente, enquanto outros fazem o contrário. Mas isso tem a ver com vendas e culinária? De fato, tem tudo a ver. Quando mudamos o nome do prato estamos tentando criar uma representação interna do prato mais positiva para o nosso cliente. Estamos evocando sensações e sentimentos que talvez o façam recordar da sua mãe ou sua tia cozinhando na infância, o que possivelmente é uma boa lembrança. Ou talvez o façam imaginar-se como um Sultão deitado em seu harém e sendo alimentado por uma de suas odaliscas (o que é uma situação ainda mais agradável).

Robert Kiyosaki, do “Pai Rico, Pai Pobre” argumenta semelhantemente. Ao escolher o título de um de seus livros, em vez de “Instrução Financeira para Jovens” - o título que seu editor preferia - escolheu um que vendesse: “If you want to be Rich & Happy: don’t go to School?” (Se você quiser ser Rico e Feliz: não vá pra escola?) . Um título controverso que ganhou bastante propaganda grátis. Ele argumenta também que em termos literários ele é um escritor mediano, mas que sabe vender, por isso seus livros se tornam best-sellers.
O que vemos então é que vendas estão muito relacionadas com o estado emocional do comprador. Para vender precisamos focar em como queremos que o cliente se sinta (ou seja, a representação interna do comprador em relação ao produto/serviço), e então ele comprará. Excelente! mas identificar isso é somente o primeiro passo, estudar o assunto e aprender a manipular a representação interna das pessoas chega a ser uma ferramenta malignamente poderosa.
Caso você se interesse, um excelente livro sobre o tema é o “Poder Sem Limites” do Anthony Robbins (o cara do elevador no filme “O Amor é Cego”, ele é quem ‘hipnotiza’ o Hal). O livro destaca vários aspectos relacionados a neurolingüistica e ao poder pessoal, e é um dos livros inspiradores dos autores deste site.
Voltando às Cebolinhas do Sultão, aqui está a receita:

Ingredientes:

- 2 cebolas grandes

- azeite de oliva

- pimenta

- óregano, noz moscada e qualquer outro tempero de sua preferência

- 1 limão

Modo de Preparo:

Corte as 2 cebolas ao meio e ao meio novamente, tendo assim 8 partes iguais de cebola. Separe as camadas da cebola de cada parte com as mãos e coloque numa panela com azeite de oliva. Refogue as cebolas até elas dourarem adicionando o orégano, noz-moscada e a pimenta. Exprema o limão e continue mexendo. Desligue o fogo e, se quiser, pode adicionar fatias de queijo muzzarela em cima. No final você terá “Cebola Frita com Tempero” ou “As Famosas e Deliciosas Cebolas Douradas do Sultão”.

Bons negócios e bom apetite.

Comentários:

2 comentários para “As Deliciosas Cebolas Douradas do Sultão”

  1. Felipe Gonçalves em 18 Janeiro, 2007 15:19

    Para vender vale tudo …
    Até brincar com os subconsciênte do cliente..
    :0)

  2. sueli brito em 4 Abril, 2007 17:22

    legal este livro nos qdo comemos nao prestamos atençao direito q comemos mas qdo e comida nova a gente sempre quer provar para saber se e boa .mas enetendi o q o senhor quis passar para os leitores.te abraços

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