Hay que amolecerse, pero sin perder lo vigor

2 de Março, 2007 por Diego Chagastelles
Em Negócios, Brasil, Teorias |

Neste feriado de Carnaval, como todo bom gaúcho, fui à Santa Catarina apreciar o melhor litoral do Sul do país. Tão belas praias proporcionam ao estado grande fluxo de turistas, consolidando o turismo como um dos importantes setores da economia catarinense. Santa Catarina é o estado com maior IDH do país, têm grandes indústrias e uma economia diversificada.
Não consigo entender, entretanto, como alçaram-se a esta condição. A impressão que fica é que os catarinenses não se procupam em ganhar dinheiro.

Existe uma certa teoria que prega que a abundância de recursos naturais não é dádiva, e sim maldição. Faz sentido sob a ótica mundial - os países menos desenvolvidos tem recursos em abundância, enquanto os desenvolvidos não os tem. É claro que poderíamos achar alguns exemplos em contrário, mas no geral esta regra, de fato, se aplica. Reza a lenda que Moisés guiou seu povo 40 anos no deserto para encontrar a terra prometida. A explicação dada para a demora é que Moisés estava a procurar a única terra no Oriente Médio que não tinha petróleo.

Existe uma certa correlação, pelo menos no imaginário popular, entre paraíso tropical e torpor mental. Eu mesmo não acredito em um “povo preguiçoso”, mas acredito em povo sem tino comercial (pois isso é uma questão cultural, não biológica). Dei o exemplo de Santa Catarina pois é o estado ao norte mais perto do meu, mas já ouvi estórias escabrosas de completo desatino empresarial Brasil acima, coisas que até catarinense duvida.

O que me surpreendeu não foi nada absurdo, não se assuste. Mas é algo que não estou acostumado a ver. O litoral gaúcho tem defeitos incorrigíveis, como o vento forte, mar revolto e água fria. Encontro, porém, mais infra-estrutura nele que no litoral catarinense. Em plena 3ª feira de carnaval, em Garopaba não se achava uma única oficina mecânica aberta. Veja bem: uma cidade completamente turística, com milhares de visitantes, todos se aprumando para partir e não havia sequer uma oficina, caso houvesse algum problema nos carros. Juro que me deu vontade de abrir lá uma oficina mecânica que só funcionasse nos feriados e enriquecer. Ia estar sempre cheia.
Por mais que o descanso seja importante, devemos identificar qual a melhor estratégia para nosso negócio. Se temos que descansar, que o façamos então durante os períodos de baixa, que é quando faturaremos menos, e vamos trabalhar e faturar muito mais fim-de-semana, feriados, etc.

Ps: eu sei que parece que também “contraí o torpor” durante o carnaval, devido a longa ausência de artigos. Em parte realmente foi, mas o trabalho acumulado durante o feriadão também ajudou neste sentido. Esperamos, com a chegada de março, voltarmos a rotina normal.

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