Risco-país: o famoso EMBI+
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O Risco-País, ou Risco-Brasil para nós, é um índice divulgado pelo banco JP Morgan, que mede o risco de realizar transações financeiras e negócios com determinado país. Este índice contempla basicamente os países emergentes, sendo a classificação mais abrangentemente adotada.
As pessoas têm acompanhado sucessivas quebras de recorde em se tratando deste índice, porém não têm havido um acompanhamento dos índices dos demais países. Estes indicadores não são absolutos, eles só têm algum fundamento se vistos com relação aos demais países analisados. E é neste sentido que tratarei este artigo.
Dentro desta classificação, o Brasil (158) se encontra em uma faixa intermediária. Entre países com o risco mais baixo estão, não sei porque, o Egito (41) e a Polônia (48). Entre os mais altos está o índice do Equador (615). Fortes concorrentes do Brasil, despontando como fortes economias no cenário internacional, México (92) e Rússia(98), apresentam, de acordo com a classificação, menor risco aos investidores. O que é ruim para nós, pois recursos que poderiam estar desembarcando por aqui podem acabar sendo gastos em Tequila e Vodka.
Mas as notícias, ainda assim, são boas. Apesar do índice da maioria dos países estar caindo, o do Brasil aparenta cair em ritmo acelerado, é de se pensar que muito em breve estará no mesmo patamar que nossos “concorrentes”. Aqui está o gráfico da evolução do risco Brasil desde 1997 (reparem em 2002, na eleição do Lula).
Desta forma, podemos prever que teremos um aumento do investimento estrangeiro em nossas empresas, o que é bom para o investidor e para as empresas, pois com um aumento na procura as Ações tendem a valorizar, o importante é se agilizar, e consumismos à parte, começar a comprar!
Para visualizar o EMBI+ de todos os países, recomendo Cbonds.info. Em termos de índices, indicados, etc, foi o mais completo que encontrei.




Diego, o artigo é muito interessante e seguramente importante para entendermos o momento que estamos atravessando. Apenas com o objetivo de completá-lo, vale a pena ressaltar que ainda com o risco país em acentuada queda (e tendência de queda), ainda não temos o “investment grade”, este sim um fator primordial e de muito valor para os investidores estrangeiros. Segundo os avaliadores do índice, isso só deve acontecer depois de 2009 se continuarmos a trabalhar bem a economia, mas também a abertura trabalhista e outros quesitos importantes, embora subjetivos. Um abraço. Navarro.
Ótima colocação, Navarro, posição esta, inclusive, já alcançada pela Rússia.
Eu sou um tanto cética quanto ao risco país estar “caindo”, pois só vejo promessas governamentais sem ação efetiva alguma.
É claro que é triste ver países tão instáveis como o nosso terem melhores índices que nós.
Só uma dúvida: alguém sabe o valor da Índia?
[…] Sendo assim, não é de se estranhar que, hoje em dia, nosso risco-país esteja em patamares mais confortáveis. Parece que sabemos onde queremos chegar, mas estamos mesmo fazendo nossa parte como governo, nação, país? Sem o dragão, o reino agora precisa atacar outros vilões. Que tal começar pelas leis trabalhistas? Ou quem sabe pela questão previdênciária? Que tal a CPMF? Os pobres moradores e contribuintes do reino agradecem! […]
[…] Conforme especulei neste artigo, as coisas perecem estar indo na direção que indiquei, resta saber até quando recordes serão quebrados, até onde vai parar o dólar e o nosso Ibovespa. Esperamos que ele siga esta trajetória ascendente, pelo menos este ano. Investimentos por Diego Chagastelles […]
Há dois riscos, o externo e o interno.
No externo falta pouco, mais uns 20 bi de dólares em reservas.
No interno, com a dívida que o governo atual pegou (e que caiu), só em 2099.
O Congresso quer CPI para ver os documentos que sumiram, no acidente da Gol.
E, se o Congresso não vota, não tem mudança na legislação trabalhista, tributária ou outra qualquer.
Sem CPMF, demora um pouco mais.
Uma coisa que não consigo entender, por que o povo não reclama do ICMS?
É muito mais alto que vários impostos federais.
Vide Gasolina, Luz, Gás, Telefone, etc…aliás, inconstitucionais.
É uma espécie de bônus para o Cabral, Serra, etc?
Deve ser, não sai na Globo.
[…] pouco de história Este índice surgiu em 1992 quando o banco norte americano JP Morgan criou o EMBI+ – Emerging Markets Bond Index. O banco venderia títulos destes países emergentes em troca do […]
[…] pouco de históriaEste índice surgiu em 1992 quando o banco norte americano JP Morgan criou o EMBI+ – Emerging Markets Bond Index. O banco venderia títulos destes países emergentes em troca do […]